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sábado, 3 de agosto de 2013

Sobre aplicação de insulina

Oi pessoal!

Mais um vídeo!!

Eu juro que tento falar pouco, mas isso é uma missão quase impossível pra mim!! hhahahaha



Amo minhas caras congeladas...sempre gata, só que ao contrário HAHAHHAH


Me digam o que acharam!

Alguém tem mais técnicas pra não doer a aplicação?

Beijos e bom final de semana!!

domingo, 14 de julho de 2013

Sobre a necessidade de se manter um estoque

Oi gente! Tudo bem?

Comigo tudo mais ou menos...

As pessoas mais próximas a mim já sabem, mas fui assaltada nessa sexta-feira. Nem vale a pena remoer a história de como tudo aconteceu e etc., tem coisas que simplesmente acontecem pq tem que ser assim (a diferença é que comigo essa já é a 4a vez hahahah cômico se não fosse trágico). De qualquer forma, a situação é a seguinte:

Quando você é um diabético, carrega com você 24h por dia uma série de coisas - que inclusive mostrei em vídeo, já assistiu? - e essas coisas são simplesmente ESSENCIAIS para o controle da sua glicemia. E o que acontece então quando você se vê no meio da rua numa sexta-feira a noite, sozinha, sem saber como está a sua glicemia e sem ter insulina pra aplicar? Senta e chora, né colega...

Tive sorte que meu celular estava no bolso da jaqueta e levaram "só" a minha bolsa, então assim que tudo aconteceu pude ligar pro meu pai ir me ajudar. Por sorte eu tinha 2 glicosímetros, um deixava 100% do tempo dentro da bolsa e outro ficava em casa, para nunca correr o risco de sair sem, então quando cheguei em casa eu pude medir a glicemia - 150 mg/dl, até que um valor ok, considerando o stress emocional que eu estava. Mas e aí, como é que eu ia fazer pra jantar? Como já comentei aqui antes, minha insulina de ação rápida é a Humalog, e eu aplico com uma caneta permanente, ou seja, meu "estoque" de insulina era composto somente de.. ampolas para colocar na caneta. Não tinha nenhuma caneta permanente extra em casa e muito menos uma caneta descartável.

Ou seja, iniciou-se a saga da insulina. Passamos em algumas farmácias no caminho pra casa, nenhuma delas tinha a caneta descartável. Decidimos voltar pra casa e tentar algumas farmácias especializadas por telefone. Por sorte ainda tinha uma aberta em São Bernardo do Campo (moro em Santo André), e meu pai pediu para reservarem que ele ia buscar.

O que eu quero dizer com tudo isso? Levei uma pequena bronca do meu pai e com razão. Por mais que eu tenha alumas coisas aqui em casa - agulhas, lancetas, tiras reagentes e tal - eu não mantenho de fato um "estoque" para emergências como essas.

Vocês mantém um estoque?

Fica a dica! rs

Como se não fosse o bastante, levaram meu glicosímetro e meu caderno de registros de glicemia/aplicação de insulina... Minha médica vai ficar feliz de não saber como andei me comportando nesses últimos tempos, viu?

Manter um registro de alimentação/glicemia: Ninguém tem tempo pra isso!!!!!

Bom restinho de final de semana pra todo mundo!!

Bisou bisou!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Diagnóstico Parte 2: Internação


Oi pessoal!!

Conforme prometido ontem, segue a parte final do diagnóstico da minha bendita diabetes!


Chegamos no hospital pouco mais de meio dia, e adivinhem? Estava BOMBANDO!! Eu mal conseguia parar em pé e só pensava “esse povo com resfriado vindo no médico pegar atestado pra faltar no trabalho e eu aqui prestes a morrer tenho que ficar esperando..”.. Fiquei sentada enquanto meu pai dava entrada na minha papelada no atendimento de emergência e já pediu pra me passarem na frente porque eu estava muito mal, e acho que a recepcionista nem hesitou mesmo em me passar na frente, porque era só olhar pra minha cara e ver que tinha alguma coisa seriamente errada! Um enfermeiro veio me buscar com a cadeira de rodas e me levou pra uma salinha pra esperar pelo médico com o meu pai.. deitei na maca porque nem sentada eu conseguia ficar mais.. O médico chegou, mediu pressão e começou a anotar todos os meus sintomas... Pegou um aparelho (o tal do glicosímetro, que depois viria a se tornar meu melhor amigo e companheiro de aventuras) e uma agulhinha e furou meu dedo pra medir a glicemia... E aí o número mais assustador que eu já tinha visto e nunca mais vou esquecer: 418!

Sem nem piscar o médico já falou “É diabetes”. Nem sei o que eu pensei na hora, acho que não levei muito a sério, não tem nem como cair a ficha na hora com uma informação dessas! Me levaram pra aquela bendita sala pra tomar medicamento.. 912 mil litros de soro + insulina na veia. A essa altura, de acordo com o meu pai, eu estava cadavérica, parecendo com a Bela do Crepúsculo quando fica grávida do vampiro e morre/quase morre (isso não conta como spoiler, né?).

A partir desse momento tinha começado a festa da agulha! Começaram a tirar sangue, fazer exame de urina, e eu lá, ainda me sentindo péssima e morrendo de frio! Fiz até meu pai tirar a meia dele e dar pra mim, coitado! 

Braço bonito depois de algumas tentativas frustradas de encontrar minhas veias.

Bracinho esquerdo após alguns ataques de vampiro.

Longas horas depois, chegou um outro médico pra falar com a gente, e aí seguiu uma das conversas mais aterrorizantes da minha vida:

Médico – Olha Thaís, sua situação foi realmente muito grave, o ph do seu sangue estava muito baixo e por pouco você não entra em coma.
Thaís e pai – :O
Médico – Vamos ter que internar você na UTI.
Thaís e pai – OI,QUÊ?????? UTI???? Pera aí, precisa disso mesmo?
Médico – Sim, a situação foi realmente muito grave.

Médico fala isso, vira as costas e vai embora! Como você fala pra uma pessoa que ela quase entrou em coma e precisa ir pra UTI e não faz nem um carinho na cabeça depois? Obviamente comecei a chorar desesperadamente, não aguentei mais segurar e desabei, pra mim foi o mesmo que falar que eu estava a beira da morte! Depois me levaram já pra sala de pré-internação pra esperar um leito vagar na UTI e fazer o pior exame da face da terra: GASOMETRIA. Sério, nunca tive problemas com agulhas, tirar sangue e tal... Mas NOSSA COMO ESSE EXAME DÓI!!!! É basicamente um exame de sangue, mas não tiram sangue da sua veia, e sim da artéria, sabe aquele lugar no seu pulso...QUE PULSA??? Ohhhh meu pai!! Ninguém merece!!

Um dos "furinhos" da gasometria.


Lá pelas 21h e tantas da noite subi pra UTI, minha glicemia tinha baixado pra uns 300 e pouco, e me falaram que eu deveria ficar internada por 1 ou 2 dias, até estabilizar. Me colaram os benditos eletrodos e finalmente fiz minha primeira “refeição” das últimas 24h. Fiquei um pouco mais calma, decidi não pensar sobre tudo que estava acontecendo e descansar, me achei merecedora do soninho! Os enfermeiros da UTI eram mega atenciosos e legais, devem ser treinados pra isso, já que eles tratam basicamente de gente que tá atolada de problemas, né...

O primeiro acesso da internação a gente nunca esquece...


Pura saúde essa refeição ahahahha


Minha paz acabou na mesma madrugada, quando descobri que a rotina de UTI era uma bosta ahahha eles te acordam sem dó nem piedade no meio da madrugada pra tirar chapa, fazer exame de sangue, etc.. Mas ok, melhor que ficar sem cuidados! Os dias que se seguiram foram puro martírio, a primeira vez que meus pais foram me visitar eu só queria saber de chorar, quando a nutricionista passou e entregou meu primeiro cardápio de diabético eu chorei mais ainda, simplesmente eu nunca mais ia comer nada. Ia viver de pão e água! OPA, nem pão, porque pão tem carboidrato e carboidrato se transforma em açúcar!!! SOCORRO BRASIL!! Só pensava que eu não teria mais vida social, já que ela se resumia a sair pra comer! E a comida mexicana?? E a comida japa?? Nada?? Nunca mais?? Pro resto da vida?? 

Nessa hora bate aquela tristeza profunda.. A gente pensa “o que eu fiz pra merecer isso?” ou “tem tanta gente ruim no mundo, porque justo comigo?”... Aí bate aquela raiva, aquele sentimento de injustiça.. Mas estando em uma UTI você percebe que tem gente sofrendo e passando por coisas muito piores que você, e isso te dá forças pra tentar tirar o melhor (ou o menos pior) da situação, e tentar sorrir, fazer piada sobre a sua nova condição, voltar a ser a pessoa que você sempre foi.

No total foram 4 dias de UTI e 4 dias no quarto do hospital. No quarto tive meu primeiro contato com a endócrino, a médica que tenho visto uma vez por semana até estabilizar tudo e depois visitarei em média a cada três meses. Aí comecei a aprender um pouco mais sobre a doença e perceber que a coisa toda não é tão assustadora quanto parecia naquele meu primeiro dia de hospital, e aí você descobre que o pior de tudo nem são as hiperglicemias, mas sim as hipoglicemias que são super perigosas (mas isso já é assunto pra outro post).

Nem tenho palavras para agradecer a minha família e amigos, não sei o que teria feito nesses dias de hospital se não fosse a força e apoio de todo mundo. É uma luta diária que se tornaria impossível sem ter todo esse suporte.

Bombando de camisola de hospital no Instagram.


Chega de texto por hoje, né? Pelo menos teve umas ilustrações hahahahha...
Amanhã conversamos mais!

Beijos,
Thaís

domingo, 28 de abril de 2013

O Diagnóstico Parte 1: Sintomas


Oi Pessoal!!

Vou compartilhar alguns detalhes de como se deu o meu diagnóstico. Acredito que muitas pessoas que conhecemos podem estar passando pelos mesmos sintomas que eu sem ter a menor noção do que estão prestes a enfrentar, e descobrir uma diabetes no susto, como foi o meu caso e o de milhares de pessoas, é muito difícil e pode ser fatal.

Vou dividir este post em duas partes, sei que vai ser longo e cansativo de ler, além do mais eu ADORO uma boa conversa detalhada hahahaha... Então senta que lá vem a história...

Já tinha algum tempo que eu estava bebendo água LOUCAMENTE e fazendo xixi LOUCAMENTE, o que já deveria ter sido o maior sinal de alerta, já que eu, apesar de ter sofrido bastante com cálculo renal, nunca fui uma pessoa que acordasse no meio da noite para ir ao banheiro ou beber água, coisa que começou a acontecer em uma média de 3 vezes por noite! Isso foi no finalzinho de Fevereiro/13, nesta época eu estava fazendo academia e malhando bastante, queria perder uns kgs...vocês sabem como mulher é... Enfim, acontece que eu não estava emagrecendo...e de repente, no mês de Março/13, por conta de uma alteração de turno no trabalho, parei de ir na academia e ainda assim emagreci 5kg como num passe de mágica! Do nada minhas roupas ficaram todas largas, minhas calças estavam caindo e eu estava adorando ahahah afinal, quem não se acha o máximo quando emagrece sem esforço?!?

No final desse mesmo mês, já começando Abril/13, comecei a perceber que tinha algo errado comigo. Já fiz tratamento de gastrite em 2011, se não me engano, pois ela estava atacadíssima, e parecia que estava atacando de novo! Não conseguia comer mais nada direito - exceto doces e refrigerantes..!

Eis que chegamos na semana do famigerado dia 04/04/13. Comecei a semana com um leve mal estar, me sentindo fraca e sem vontade de comer... Mas para mim não foi nada muito anormal, já que sempre fui meio mole mesmo eheheh... De qualquer forma, era uma moleza que já vinha de algum tempo, mas naquela semana foi super gritante... Cheguei a sair com algumas amigas para ir num rodeio e passei a noite quase inteira sentada, chupando bala e tomando água (e fazendo xixi hahaha)... Até passou pela minha cabeça “putz, preciso marcar um médico pra ver isso...e também ir no gastro pra ver essa minha gastrite..”.

Dia 04 de Abril eu acordei me sentindo um pouco estranha, e com muita vontade de comer algo doce no café da manhã, então levantei e fui até o supermercado na rua de cima da minha casa (são aproximadamente 2 quarteirões) para comprar um iogurte para misturar com cereal pra comer. Cheguei lá quase “com os bofes pra fora”, super ofegante, mas fiz minhas compras e paguei... Na saída tinha um banco para sentar, e eu que estava me sentindo HIPER cansada (pior que uma senhora de 90 anos) me sentei um pouco... tomei um suquinho que tinha comprado...descansei... e pensei “preciso ir pra casa né...”.. Levantei e andei meio quarteirão.. sentei num ponto de ônibus de novo super cansada e cada vez mais ofegante... Descansei um pouco e levantei novamente... andei mais meio quarteirão e sentei na calçada já achando que ia morrer, não conseguia respirar e mal conseguia me mexer... ainda pra ajudar, parecia que eu estava com 78kg de comida no estômago e que ia vomitar a qualquer minuto... é, eu ia vomitar... não deu outra...vomitei sentada na calçada de um completo estranho! E não pensem que a rua estava vazia, viu? Tinha muita gente passando e não teve UMA boa alma pra parar e me ajudar! Por isso pessoal, por favor, quando virem alguém passando mal na rua, ao menos perguntem se a pessoa precisa de ajuda... pode ser só alguém bêbado, ou pode ser uma pessoa que está realmente doente e precisando de socorro!

Enfim, depois de vomitar no meio da rua e passar a maior vergonha do Brasil, tirei forças não sei de onde e continuei meu caminho, parecia que era um esforço imenso carregar meu corpo pela rua.. cheguei na esquina de casa e não aguentei, sentei de novo ahahhaha, sério, seria cômico se não fosse trágico!! Dei um tempo sentada e voei até a minha casa.. cheguei e me joguei na cama pra ligar pra minha mãe... Nessa altura eu já não conseguia nem parar em pé direito! Mamis falou que quando chegasse do trabalho as 12h me levaria pro hospital. Quando ela chegou eu já tinha tomado banho (com a mesma dificuldade que uma senhora de 200 anos teria)...expliquei pra ela os meus sintomas e já comecei a chorar (e de quebra ainda vomitei mais um pouco), juro que achei que eu ia morrer! É uma sensação de fraqueza tão grande e uma dificuldade tão grande pra respirar que parecia que a qualquer segundo simplesmente eu ia desmontar e apagar! Um tempo depois meu pai chegou e fomos todos para o hospital.


E chega por hoje! No próximo post eu conto como foi a chegada ao hospital, o diagnóstico e outros detalhes!

Beijos,

Thaís

Alô Alô, testando..!


Olá Pessoal!

Decidi criar este espaço para compartilhar um pouco dessa nova fase da minha vida.

No dia 04 de Abril de 2013 descobri que tenho Diabetes Tipo 1 e desde então mergulhei em um mundo completamente novo, repleto de informações que acredito serem de interesse geral, já que qualquer pessoa pode desenvolver essa doença ou conhecer alguém que tenha!

Espero que possa ajudar tanto quanto outros sites e blogs me ajudaram quando fui diagnosticada!

Beijos,

Thaís!